Médicos reforçam vacina da gripe para idosos e pessoas com doenças crônicas

Risco de contrair vírus da gripe é igual para pacientes e indivíduos saudáveis. Obesos compõem grupo cuja evolução é mais grave, alerta Renato Kouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações

Brasília – Iniciada no dia 10 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já está em sua segunda etapa e ocorre até o dia 31 de maio. Desde o dia 22, a imunização contra influenza inclui alguns grupos específicos, entre eles os idosos e as pessoas com doenças crônicas.
Esses públicos, caso não sejam imunizados, correm um risco maior de piora do quadro caso contraiam o vírus, alertam médicos.

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento o subtipo predominante no País é influenza A H1N1, com 192 casos e 47 óbitos.

Quando se fala em doenças crônicas, devemos considerar tanto as não transmissíveis, que são maioria (diabete, câncer, cardiopatias), quanto as transmissíveis (aids). “(Nessas pessoas), a gripe tende a ser mais grave. A resposta imune é prejudicada”, diz Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Kfouri afirma que o risco de contrair o vírus da gripe é igual para pacientes e pessoas saudáveis. No entanto, o agente infeccioso tem um comportamento diferente dentro do organismo de quem convive com alguma enfermidade que se prolonga por muito tempo. Para se vacinar, é importante que elas levem algum documento que comprove a presença de doença crônica. Pode ser um laudo médico, uma prescrição médica ou uma receita de medicamento.

O especialista destaca que os obesos compreendem significativamente o grupo cuja evolução da gripe é mais grave. Segundo ele, entre 70% e 75% das mortes por influenza nos últimos cinco anos era de pessoas pertencentes a grupos de risco, como idosos e com doenças crônicas.

Para os idosos, a geriatra Maisa Kairalla, coordenadora da Comissão de Vacinação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, reforça a importância da vacinação também contra pneumonia. “Grande parte deles tem pneumonia bacteriana associada à influenza. Essa é uma situação em que eles ficam vulneráveis. Vale a pena pensar nessa imunização para a pneumonia, porque, com a gripe, os pulmões ficam mais fragilizados”, diz.

Gecilmara Salviato Pileggi, presidente da Comissão de Doenças Endêmicas e Infecciosas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que cada vez mais aumenta o número de pessoas com características que as tornam suscetíveis a ter complicações em caso de gripe. Ela destaca aquelas que têm doenças autoimunes, como o reumatismo.

“As medicações são imunossupressoras [reduzem a imunidade], por isso tem um risco maior de ter complicações. O problema da influenza é que um quadro grave tem consequências desde deficiência respiratória até óbito”, salienta.

Ela enfatiza que crianças com doenças reumáticas também devem se vacinar, lembrando que, se não houve imunização contra a gripe até os nove anos de idade, a primeira vacinação deve ser com duas doses. A segunda aplicação é feita quatro semanas após a primeira. Depois disso, é preciso se vacinar anualmente.

Fonte:
https://d24am.com/brasil/medicos-reforcam-vacina-da-gripe-para-idosos-e-pessoas-com-doencas-cronicas/

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